A fórmula

CMV = estoque no início do período + compras do período − estoque no fim do período. O que você tinha mais o que entrou, menos o que sobrou, é o que saiu: vendido, dado de cortesia, jogado fora ou em falta.

Por isso o CMV real costuma ser maior que a soma dos custos das fichas técnicas: ele inclui as perdas e as diferenças de estoque.

Exemplo de um mês

Neste mês o CMV foi de R$ 49.000,00 sobre vendas de R$ 160.000,00: 30,6% do que foi vendido foi para mercadoria.

ItemValor
Estoque no dia 1R$ 20.000,00
Compras do mêsR$ 47.500,00
Estoque no último dia−R$ 18.500,00
CMV do mêsR$ 49.000,00

Quanto deveria ser

Não existe um número único: uma churrascaria, uma cafeteria e uma pizzaria têm custos muito diferentes. Como referência geral, muitos restaurantes buscam um CMV entre 25% e 35% das vendas.

Mais útil que se comparar com os outros é se comparar com você mesmo: se o CMV real está bem acima do que dizem as fichas técnicas, há perdas, porções maiores ou faltas.

O que faz ele subir

Aumentos de fornecedores que não foram para o cardápio, porções que crescem, produtos que vencem, cortesias sem registro e faltas. Contar o estoque com frequência é o jeito de ver qual delas é.

Perguntas

CMV é o mesmo que as compras do mês?

Não. Se você compra para dois meses, as compras ficam altas mas o CMV não: o que não foi usado fica no estoque final e é descontado.

Preciso contar todo o estoque para calcular?

Para o CMV exato, sim. Se cada venda baixa os seus insumos, o sistema o estima sozinho, e a contagem serve para corrigir as diferenças.